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	<title>(des)interessante por Ricardo Sousa &#187; Crítica Social</title>
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	<description>Um blog pessoal de Ricardo Sousa, espaço para as suas divagações e pensamentos.</description>
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		<title>Educação: Parem o sofrimento, matem-na já!</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 14:50:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica Social]]></category>
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		<description><![CDATA[
Depois de uma pausa na escrita motivada por outros projectos e outros afazeres que se colocaram entre mim e este blogue volto, desta vez com um texto que, apesar de ter servido de texto livre para a disciplina de Língua Portuguesa, foi pensado para este blogue, quase que como um &#8220;manifesto&#8221; pelo tipo de educação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Educação" src="/wp-content/uploads/2009/12/1195959_44316751.jpg" alt="" width="475" height="315" /></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de uma pausa na escrita motivada por outros projectos e outros afazeres que se colocaram entre mim e este blogue volto, desta vez com um texto que, apesar de ter servido de texto livre para a disciplina de Língua Portuguesa, foi pensado para este blogue, quase que como um &#8220;manifesto&#8221; pelo tipo de educação que defendo. É, certamente, grande mas penso que sumariza a minha visão geral da (des)Educação deste país.</p>
<p style="text-align: justify;">Estou certo de que, como eu, também já o estimado leitor teve a oportunidade de se deparar com as manchetes sobre a educação num qualquer diário ou semanário&#8230; ou, devo dizer, manchetes sobre a avaliação dos professores?</p>
<p style="text-align: justify;">O aproveitamento político e o sensacionalismo vedam-nos os olhos com extrema facilidade, fazendo parecer que o único problema que o sistema educativo português tem é a (recente) questão da avaliação dos professores. Deixe-me, no entanto, que o esclareça, afirmando peremptoriamente que, de facto, não é.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-160"></span>Os problemas do sistema educativo português (e de alguns outros sistemas educativos do mundo) são vários e estão longe de se cingir à questão dos professores. Apesar de toda a importância que estou certo que a carreira dos docentes merece ter, é, também, importante que aqueles que realmente podem influenciar de alguma forma o poder decisório, leia-se os nossos representantes na A.R. e/ou os meios de comunicação social, tomem conhecimento da realidade que se vive nas escolas e que transcende qualquer debate mediático.</p>
<p>Pretende-se que o presente texto seja desprovido de qualquer contexto político-partidário (por muito difícil que tal seja), e que a verdadeira essência do mesmo seja a problemática que este aborda. Fica, por isso, esclarecido o caro leitor que este texto não pretende criticar José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues ou, a recém-chegada, Isabel Alçada, mas sim o conjunto de decisões que têm vindo a ser tomadas ao longo dos últimos anos no contexto da educação.</p>
<p><strong>Decorar.</strong></p>
<p>Não sou, certamente, o único aluno neste país revoltado com o facto de grande parte do ensino-aprendizagem que tenho direito a receber nas escolas públicas do meu país ser baseado no modelo do &#8220;ouve, decora, escreve, esquece&#8221;. Para quê? Pergunto.</p>
<p>Esta é a melhor, mas também a mais cruel forma de matar e destruir toda a criatividade. É a forma de destruir a capacidade inventiva e inovadora dos jovens. Porque se os erros se tornam o próximo grande pecado os alunos não arriscam ser criativos, não arriscam errar!</p>
<p>Estou certo de que é importante eu saber todos aqueles brilhantes nomes de biologia que as professoras (ou professores, já que para o caso é indiferente) me tentam ensinar ao longo dos anos, mas a minha pergunta é&#8230; qual é a aplicação desses trezentos e trinta e três nomes na minha vida quotidiana? Bem&#8230; a resposta passa mesmo por uma palavra, &#8220;Nenhuma&#8221;. Porquê? Porque o mercado de trabalho hoje em dia (o bom mercado de trabalho, entenda-se) não procura quem sabe tudo na ponta da língua, procura antes quem é capaz de interligar conceitos, quem é capaz de perante um problema o resolver, quem é pro-activo, quem apresenta iniciativa.</p>
<p>Não estou a dizer que um biólogo não tenha de saber alguns nomes e/ou ter alguns conceitos em memória. No entanto, isso não implica, em maior parte dos casos, que tenha que ter tudo decorado, já que na prateleira do laboratório está um livro com essa informação, ou na mesa assenta um computador com toda a informação produzida pelo ser Humano. O que o cientista tem de ter como competência é&#8230; a capacidade de saber o que procurar e, claro, procurar&#8230;<br />
Assim, afirmo, assumindo as consequências, que dentro de alguns (não muitos) anos vamos ver que o “canudo” vale pouco&#8230; porque, claro, “toda a gente” o vai ter!</p>
<p>Isto leva-me ao segundo tópico&#8230;</p>
<p><strong>Descontextualização Temporal.</strong></p>
<p>Um aluno que hoje entre no 5º ano acaba a sua licenciatura &#8230; em 11 anos, na melhor das hipóteses. A pergunta que importa colocar é&#8230; estamos a preparar esses jovens para o que o mercado de trabalho vai pedir daqui a 11 anos? É evidente que é impossível prever o que vai acontecer daqui a onze anos, mas se começássemos a fazer adequações à realidade que vemos todos os dias certamente este diferencial enorme esbater-se-ia.</p>
<p>E esta é uma questão importante. Se não dotarmos os futuros profissionais de competências e técnicas que eles tendem a precisar no futuro, arriscamos que estes não sejam bons profissionais e que, desta forma, o ensino tenha falhado para com eles redondamente.</p>
<p><strong>Tu não prestas, vai para os profissionais!</strong></p>
<p>Mentira! Outro dos problemas que temos vindo a assistir é que, embora os cursos profissionais munam os alunos dos saberes essenciais para que estes possam ser excelentes profissionais no futuro, qualquer aluno que entre nesses cursos é considerado inferior aos outros que optam pelos ditos cursos “regulares”. Porquê? Porque se criou a ideia (e aplicou em alguns casos) de que os cursos profissionais são para os &#8220;burros&#8221;.</p>
<p>Isto tem duas implicações directas. A primeira é que afasta possíveis bons profissionais desses cursos com o medo dos rótulos e o segundo é que os cursos profissionais acabam por ser uma excelente forma de “fazer passar” (à custa do estigma) muitos alunos que não revelam capacidades na área, lançando para o mercado maus profissionais e&#8230; aumentando as estatísticas!</p>
<p>Outra coisa que é importante que se perceba é que nem todos nasceram para concluir o 12º ano. É um erro, nem todos podem ser doutores. Há alunos que não têm capacidade/aptidão/vontade/orientação para acabar o 12º ano. Quer porque não estão na área correcta, quer porque não têm mesmo capacidade para concluir os seus estudos, preferindo a vertente prática. Conheço excelentes empresários portugueses com a “4ª classe”, sendo a vida quem os guiou para o sucesso!</p>
<p>Mais uma vez isto leva-me, em parte, para outro ponto.<br />
<strong><br />
O meu talento.</strong></p>
<p>Cada um tem um talento, uma capacidade escondida. Como disse (e bem) Barack Obama no início do ano lectivo americano, é impossível saber se vamos ser excelentes escritores se não fizermos o trabalho de inglês, ou neste caso de português. E aqui aplica-se a mesma lógica. Quero frisar dois pontos:</p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">a) Standardização do Ensino</span></em><br />
Temos um ensino para as massas. Nem todos somos génios da matemática. Talvez o aluno X seja incapaz de se tornar um proficiente matemático mas seja um excelente actor. Mas&#8230; esperem&#8230; ao contrário do caso da matemática, não há uma disciplina de teatro. Lá vai o aluno X para os profissionais!</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><em>b) Necessidade de estimular a descoberta de competências</em></span><br />
Os professores não o fazem talvez por não saberem como o fazer, ou porque nunca ninguém lhes disse que tinham que o fazer, mas a verdade é que, no nosso dia-a-dia, numa escola, somos estimulados a saber os conteúdos (o tal decorar, lembra-se?), mas não a partir em auto-descoberta, em ser capaz de descobrir uma área em que tenhamos mais á vontade, que gostemos. Ser capazes de chegar a conclusões porque vemos os processos e não porque o livro do Professor Doutor o diz é algo que não acontece nas escolas portuguesas.<br />
Os alunos têm de mostrar mais empenho na descoberta de uma área que vá de encontro aos seus interesses, mas também os professores têm de fazer com que estes abram os horizontes e saiam de dentro das páginas dos livros.<br />
Não estou, obviamente, a argumentar que devemos apenas saber o que gostamos/temos mais apetência para, mas sim que a escola e os agentes educativos nos devem dar as ferramentas e oportunidades para descobrir algo em que possamos ser úteis à sociedade.<br />
Caso contrário&#8230; profissionais!</p>
<p>Isto leva-me de volta aos professores.</p>
<p><strong>Tecnologia e Inovação na sala de aula? PowerPoint.</strong></p>
<p>Este assunto, talvez por tender mais para a área tecnológica, acaba por gerar em mim uma enorme quantidade de revolta. Vamos tornar isto claro&#8230; um quadro interactivo não é um pano branco, o uso das TIC na sala de aula não é passar powerpoint&#8217;s que pedimos emprestados aos colegas. Só quando os estimados professores que lêem este texto entenderem isso as TIC poderão ser aplicadas na sala de aula de forma correcta. E, olhando apenas para os powerpoints, estes têm grandes problemas. Quais? Na sua maioria, são esteticamente pouco apelativos, copiados do colega e, talvez por isso, pouco adequados à minha realidade&#8230; tornando-se aborrecidos. Acaba por ser quadro e giz, mas com bits.</p>
<p>Os moodle&#8217;s, quadros interactivos e afins podem ser grandes valias no processo educativo, é preciso é que alguém explique aos professores não só isso como a sua aplicação prática. Ah&#8230; e não fica fácil para os professores usar técnicas alternativas quando a única coisa que o M.E. nos pede é que se coloque na cabeça dos 22 alunos da turma as 300 páginas do livro.</p>
<p><strong>Clima de Medo.</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter" title="Clima de Medo" src="/wp-content/uploads/2009/12/599873_15630760.jpg" alt="" width="475" height="272" /></strong></p>
<p>Quem é que escreveu o modelo de gestão de escolas em vigor? A sério&#8230; Quem?<br />
Entenda-se que a crítica a este modelo não se prende com o caso específico da minha escola, mas com a generalização que o próprio modelo implica.<br />
Que sistema &#8220;inteligente&#8221; coloca a escola &#8220;nas mãos&#8221; de uma pessoa? Como é que uma pessoa a decidir *tudo* é mais democrático que três? Como?<br />
Caro legislador,<br />
O seu gabinete com ar condicionado, secretária, computador Windows 7 legal não é, nem de perto nem de longe, o local ideal para legislar sobre o que acontece no dia-a-dia das escolas! Sabe porquê? Porque não é uma escola, santo Deus!</p>
<p>Os professores têm medo de ficar com os piores horários, passando esse receio aos alunos. Os cargos importantes são ocupados por &#8220;braços direitos&#8221; do dito director (ou directora), não havendo espaço para que se respire democracia numa escola.<br />
É este o exemplo que vamos dar a toda uma geração? Ninguém se revolta com isto? Só eu?</p>
<p>Mas já agora, por falar em Windows 7&#8230;</p>
<p><strong>Mandem-me um computador sff.</strong></p>
<p>Aqui vou ser rápido e conciso. Tenho publicado muita coisa sobre esta temática. Podem enviar os computadores, quadros interactivos e &#8220;aparelhos informáticos&#8221; que quiserem para as escolas, mas enquanto não ensinarem a alunos que há um mundo para além do Internet Explorer que acede ao Hi5 e o Word que serve para copiar os textos da Wikipedia, ou enquanto não disserem aos professores como usar os quadros interactivos, ou como fazer aulas sem powerpoints, então meus caros&#8230; não fizeram nada!</p>
<p>Para além disso indigna-me que os professores e alunos numa escola só usem software Microsoft. Percebo a “habituação” ao uso e as vantagens que isso traz, mas também vejo as limitações e implicações futuras da capacidade de apenas trabalhar num ambiente e de “dar milhares” à mesma empresa. Talvez, no futuro, alguém se lembre que há vida para além da Microsoft, talvez&#8230;<br />
<strong><br />
Avaliação dos professores.</strong></p>
<p>Sinceramente&#8230;</p>
<p>Não me interessa quem tem razão. Acho que é uma birra enorme dos dois lados. Mas acho também que essa birra está a provocar um descontentamento e mau ambiente entre o corpo docente. “Há sistema de avaliação de professores, mas só para quem quiser”. A sério, quão ridículo é isto? É o mesmo que dizerem &#8220;Ricardo, andas na escola todos os dias&#8230; fazes o que quiseres. Há um sistema de avaliação, mas só te sujeitas a ele se quiseres, ok? Se não, não és avaliado!&#8221; Mas isto faz algum sentido?<br />
Sejamos claros! Há bons e maus professores, professores que sabem ensinar e que não sabem, que sabem avaliar e que não sabem, e os maus têm de ser castigados. Assim como se eu não souber nada sou castigado. Ponto Final.<br />
Se os moldes em que essa avaliação é feita não são correctos cheguem a um consenso e definam-nos&#8230; mas lembrem-se de uma coisa&#8230; ninguém me perguntou se eu me importava de ser avaliado com um exame&#8230;<br />
Os professores devem participar no processo, mas não são eles que têm que decidir como vão ser avaliados. Caso contrário não faremos a selecção dos bons e dos maus professores! É, mais uma vez, ridículo&#8230;</p>
<p><strong>Eu não sou um exame!</strong></p>
<p>Toda a dinâmica de uma escola portuguesa gira em torno dos exames nacionais. Andamos um ano todo (ou três) a preparar-nos para um exame (não é a aprender). Andamos uma vida toda a temer aquelas duas horas e&#8230; a minha vida inteira (ou 30% ou 50% dela) pode ficar decidida em duas horas. Sabe o que digo? (adivinhe&#8230;) &#8220;Ridículo&#8221;!</p>
<p>E depois dos exames há, claro&#8230; os rankings! Oh, minha nossa&#8230; quem é que pensa em avaliar a qualidade de uma escola pela quantidade de 20&#8217;s que tem no exame? Desde quando o desporto escolar, actividades extra-curriculares são &#8220;lixo&#8221;? Sabem que mais? Aposto que é isso que o mercado daqui a onze (ou menos) anos vai estar a pedir mais. Quando todos forem doutores, o diploma vai contar pouco e os ditos &#8220;rankings&#8221; vão ter de ser ajustados.</p>
<p>Os rankings não podem, não devem, incluir apenas os resultados dos exames e da nota de frequência, mas também deveriam pesar todas as iniciativas e actividades que contribuem para a formação dos alunos.</p>
<p>Sei que seria difícil fazer uma avaliação justa por outra forma que não testes e exames, mas também não sou pago para passar dias nos gabinetes a pensar nisso! Estou certo que há melhores soluções do que a actual. Ou pelo menos conjugação com outras soluções, isto é, ao invés de pesar apenas os 30% do exame, que tal dar lugar ao “extra”? É surrealista querer definir um aluno por duas horas da vida dele. Os exames são e serão uma forma, per si, descabida de avaliar alunos e escolas.</p>
<p>Garanto-vos que há melhores escolas do que aquelas que têm grandes médias nos exames nacionais&#8230; há, sem dúvida!</p>
<p><strong>Conclusão.</strong></p>
<p>Trabalhamos para a estatística, não para a formação!</p>
<p>Quer seja na avaliação dos alunos, das escolas, dos professores, no dia-a-dia das aulas&#8230; trabalhamos para as estatísticas. Grande parte dos professores trabalha *apenas* para ganhar o seu ordenado no fim do mês, as escolas trabalham para os exames, pressionando os professores&#8230; os alunos vêem-se obrigados a focar-se exclusivamente nos exames e na avaliação que deste sai.<br />
Passam-se alunos ao colo, não se inova na forma de dar aulas, ficamos presos a um ensino do século passado que não estimulam as capacidades a serem usadas no dia-a-dia, criamos o ensino profissional para servir de passagem rápida até à meta&#8230; a meta é, sempre e invariavelmente, criar estatística&#8230; aumentar os que acabam o 12º ano!</p>
<p>Não se iludam&#8230; tanto é culpado quem trabalha apenas para aumentar as estatísticas como quem olha para os índices de conclusão do 12º ano como medida de qualquer tipo de excelência de ensino.<br />
Olho antes para exemplos de dedicação extra-aula, para inovações curriculares e formativas, para iniciativas de carácter empreendedor como a réstia de esperança de que o ensino e o futuro do meu país não se vai medir por quantos alunos acabam o 12º ano.</p>
<p>Posto isto, só peço uma coisa&#8230; matem já a educação, parem o sofrimento de quem vive o dia-a-dia deste moribundo sistema!</p>
<p>A propósito e para quem se interessar pelo tema, aqui ficam os melhores 20 minutos da vossa vida: <a href="http://bit.ly/TEDKEN">http://bit.ly/TEDKEN</a> (Sir Ken Robinson na TED, “School kills Criativity”).</p>
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		<title>Barry Schwartz: A perca de Sabedoria</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 18:28:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Sousa</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Já uma vez aqui deixei deixei um “talk” da TED, a conferência que reúne as mentes mais geniais para discutir os assuntos que mais interessam. Considero que muitos dos minutos que “perco” em <a href="http://www.ted.com">www.ted.com</a> acabam por me dar um pouco mais de sabedoria, de visão diferente das coisas. Hoje deixo-vos uma palestra de Barry Schwartz em como estamos a perder a nossa sabedoria. Basicamente foca aspectos cruciais como são os da necessidade de abrir portas à criatividade e que as regras não podem sempre ser seguidas à letra, pois cada caso é um caso e as excepções são tão importantes como a regra. Este orador defende a “sabedoria prática”. Fala também na educação lembrando que não se dá liberdade aos professores para fazer o que é correcto confiando-se em “guiões” que todos seguem, fazendo com que cada aluno aprenda as mesmas coisas da mesma forma tornando-se uma forma de mediocridade. </p>
<p>Deixarei reflexões para vocês. Vídeo neste post!</p>
<p> <span id="more-118"></span><object width="446" height="326"><param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"></param><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="bgColor" value="#ffffff"></param><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/embed/BarrySchwartz_2009-embed_high.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/BarrySchwartz-2009.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=462" /><embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" width="446" height="326" allowFullScreen="true" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/embed/BarrySchwartz_2009-embed_high.flv&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/BarrySchwartz-2009.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=432&#038;vh=240&#038;ap=0&#038;ti=462"></embed></object></p>
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		<title>Plano Tecnol&#243;gico da Educa&#231;&#227;o</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 19:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Sousa</dc:creator>
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Image via Wikipedia

São às dezenas, enchem carros e carrinhas, produzem um furor e uma loucura colectiva. Falo, claro, dos projectores, quadros interactivos e outros apetrechos informáticos que têm vindo a chegar às escolas de todo o país, como parte do Plano Tecnológico da Educação (iniciativa do governo em funções).
Bem, devo dizer que este é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin: 1em; width: 253px; display: block; float: right; height: 210px" class="zemanta-img" jquery1247942834251="766"><a href="http://commons.wikipedia.org/wiki/Image:Josesocrates2006.jpg"><img style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; display: block; border-top: medium none; border-right: medium none" alt="{{pt}}José Sócrates, primeiro-ministro de Port..." src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/67/Josesocrates2006.jpg/300px-Josesocrates2006.jpg" width="235" height="181" /></a>
<p style="font-size: 0.8em" class="zemanta-img-attribution">Image via <a href="http://commons.wikipedia.org/wiki/Image:Josesocrates2006.jpg">Wikipedia</a></p>
</p></div>
<p align="justify">São às dezenas, enchem carros e carrinhas, produzem um furor e uma loucura colectiva. Falo, claro, dos projectores, quadros interactivos e outros apetrechos informáticos que têm vindo a chegar às escolas de todo o país, como parte do Plano Tecnológico da Educação (iniciativa do governo em funções).</p>
<p align="justify">Bem, devo dizer que este é um plano que apoio e pelo qual demonstro uma simpatia peculiar. Estamos, finalmente, a modernizar as escolas de todo o país e estamos, quer os <em>experts</em> gostem quer não, a querer dar passos de extrema importância rumo ao futuro. No entanto, há algumas lacunas neste projecto que fazem com que estas medidas não passem de “esforços descoordenados”. Quais? Vejamos…</p>
<p>&#160;</p>
<p> <span id="more-116"></span>
<p align="justify">Começarei a peculiar divisão “das massas” logo no início: sou a favor do Magalhães! Talvez devesse ter havido concurso, talvez a empresa escolhida tenha “ganho para o resto da vida” e é certo que havia <strong>um</strong> programa do Magalhães com graves erros de língua portuguesa (que censuro). No entanto, não podemos querer avaliar um projecto apenas pelo seu lado negativo. O Magalhães tem muitos lados positivos que talvez a “força das circunstâncias” no presente não nos permita ver correctamente. O discurso que o Magalhães é um desperdício de recursos é falacioso, até porque se repararmos vem das mesmas pessoas que defendem a abolição das disciplinas como inglês, música e educação física das nossas escolas primárias com base no argumento de que “são muito pequeninos”. O Magalhães é o primeiro contacto de muitas crianças com a internet, os computadores, os processadores de texto. É simplificado e tem jogos educativos que permitirão a integração educativa das “nossas crianças” na sociedade do século XXI, que para o bem ou para o mal é uma “sociedade em rede”. </p>
<p align="justify">“Ah mas assim as nossas crianças não aprendem a escrever correctamente, não fazem as contas de cabeça”. É esta uma das armas dos &quot;anti-magalhães” (ou devo dizer anti-governo?). Não passa, porém, de pura filosofia barata. Eu não preciso de escrever à mão para escrever correctamente. O problema das escolas hoje em dia é que continuam a preparar os alunos para uma sociedade do século XXI com base em métodos do século XX. Quando as crianças que hoje entram no 1º ano saírem do seu percurso escolar (ainda para mais com a escolaridade obrigatória para o 12º) vão entrar num mundo em que o patrão não lhes vai pedir para fazerem uma carta à mão com letra “bonita” para enviar aos fornecedores. Vão entrar no mundo onde há uma caixa registadora e não um papel onde se fazem as contas. Estou com isto a dizer que devemos deixar de ensinar a fazer cálculo mental? Claro que não, seria estupidez da minha parte. Digo é que devemos adaptar os métodos à nova realidade e não impedir a todo o custo que a necessária (r )evolução se dê nas escolas de norte a sul. Os professores que se destacam são aqueles que hoje já perceberam o benefício que o magalhães e a modernização da educação pode trazer. Porque todos estes pequenos avanços não só ajudam a preparar seres mais info-incluídos como permitem simplificar e melhorar o papel dos professores. Aqui acredito que Portugal está, finalmente, a dar passos importantes para nos colocar à frente de outros países.</p>
<p align="justify">Seria, porém ridículo pensar que tudo são rosas no que toca ao magalhães. Este tem de ser entendido como um produto desenhado para um público muito específico e não um “produto para as massas”. Se o governo não tivesse feito deste computador sua bandeira de “campanha”, talvez este fosse mais aceite na sociedade. O problema é que a partir do momento em que distribuímos a líderes mundiais magalhães, dizemos que os nossos ministros o usam ou servimos como “sales representative” de uma empresa “impingindo” magalhães a torto e a direito, arriscamo-nos a deitar abaixo todo o bom trabalho feito e a servir de “bala para canhão” da nossa oposição. A ideia que quero deixar é simples: o magalhães é uma boa iniciativa, mas a partir do momento em que foi usada não para o seu objectivo fulcral, mas para “campanhas na rua” serviu de bode expiatório do trabalho do governo noutras áreas!</p>
<p align="justify">Mas o e-escolinhas é um irmão mais novo do e-escolas. Outro programa do governo na área da educação com vista a levar computadores a mais e mais jovens. Teve o apoio das empresas de telecomunicação moveis nacionais e, novamente, digo que é um excelente projecto. As pessoas que criticam (aqueles “experts” que assinam e está tudo dito) esquecem-se de olhar para o contexto real. Esquecem-se de ver a quantidade de jovens que hoje têm computador, têm acesso à internet e que antes da tomada de posse do governo <strong>não tinham.</strong> Ponto assente. Não há grande discussão aqui. Podemos discutir os valores, as empresas ou as manobras comerciais mas o cerne do projecto é excelente e o seu resultado prático também. Temos jovens a usar a <em>net</em> como nunca antes e temos uma geração mais capaz de “brincar” com um computador, de trabalhar e desenvolver nele.</p>
<p align="justify">E aqui dá-se o salto para o plano tecnológico nas escolas, última paragem desta jornada de apreciação do trabalho nesta área do governo. As escolas têm sido apetrechadas, recentemente, com todo o tipo de aparelhos tecnológicos que visam melhorar a aprendizagem e facilitá-la. </p>
<p align="justify">Mais uma vez estou de acordo com a colocação de quadros interactivos, projectores e outros acessórios. Mas é aqui que começo a crítica com que acabarei este texto. Não é possível chamar a um plano “Plano Tecnológico da Educação” se ele se basear apenas em “despejar” para cima de alunos, professores e escola material informático. Não funciona, lamento mas não funciona e quem está todos os dias numa escola percebe-o bem. O plano tecnológico tem de contemplar a formação dos vários intervenientes para que possam fazer uso efectivo e pleno das ferramentas que lhe são dadas. Enquanto um quadro interactivo continuar a fazer a vez de lençol branco para projecção, enquanto o projector servir apenas para projectar powerpoints e enquanto não ensinarem aos alunos que o computador é mais que uma plataforma de jogos, o plano tecnológico da educação é um conjunto de medidas não concertadas. </p>
<p align="justify">As editoras têm também de ser parte integrante deste plano tecnológico. Os manuais têm de começar a ter a sua versão digital e os recursos virtuais têm de aumentar em tamanho e qualidade, para que possam realmente ser utilizados em contexto de sala de aula do século XXI e para que os professores se sintam “tentados” em experimentar esta nova forma de ensino. </p>
<p align="justify">Apesar de congratular (e muitoooo) o governo pelas medidas na área da tecnologia que tem tomado, temos de começar a “parar” de enviar material para as escolas e começar a levar-lhes valor. Isso só será possível com a formação. A escola (direcção, etc.), os professores e grande parte dos alunos não estão cientes dos potenciais do computador e, numa análise mais ampla da internet. Esta última é ou um “bicho que rouba tempo aos alunos” ou um “sítio para ir ao hi5”, quando é muito mais que isso. Os professores não “descobrem” como se usa um quadro interactivo sozinhos (por muito “duro” que possa parecer muitos nem o Word dominam) nem os alunos estarão cientes dos perigos da internet nem das potencialidades da mesma enquanto não forem ensinados para tal. Porque haverá certamente um dia, que espero chegar rapidamente, em que o professor (devidamente formado para tal) usará um quadro interactivo, enquanto os alunos acompanham com os seus portáteis, continuo a acreditar neste plano. Será esta a sociedade do século XXI, a escola do século XXI que José Sócrates quer criar, mas para isso é preciso mais que milhões. É preciso uma estratégia concertada! </p>
</p>
<p><strong>Nota:</strong> Ficaram por falar algumas coisas importantes, talvez tenha cabeça para colocar de pé um “take II” nesta matéria daqui a uns dias! Fiquem atentos <img src='http://desinteressante.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>&#8220;Bota Abaixismo&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 14:26:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Sousa</dc:creator>
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Image by The Library of Congress via Flickr

Será certamente uma expressão muito pouco correcta a nível de correcção linguística, mas também estamos num blogue que já provou ser muito pouco correcto noutros pontos. Mas o que é isto que designo por “bota abaixismo”?
Bem, é algo que acima de tudo me anda a cansar demasiado ultimamente. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin: 1em; width: 250px; display: block; float: right" class="zemanta-img" jquery1246198105130="550"><a href="http://www.flickr.com/photos/8623220@N02/2332838671"><img style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; display: block; border-top: medium none; border-right: medium none" alt="Home of F.E. Webber - destroyed - Geneva, N.Y...." src="http://farm4.static.flickr.com/3256/2332838671_bac97331dd_m.jpg" width="240" height="175" /></a>
<p style="font-size: 0.8em" class="zemanta-img-attribution">Image by <a href="http://www.flickr.com/photos/8623220@N02/2332838671">The Library of Congress</a> via Flickr</p>
</p></div>
<p>Será certamente uma expressão muito pouco correcta a nível de correcção linguística, mas também estamos num blogue que já provou ser muito pouco correcto noutros pontos. Mas o que é isto que designo por “bota abaixismo”?</p>
<p>Bem, é algo que acima de tudo me anda a cansar demasiado ultimamente. Cansar duma maneira que está bem próximo de ter um peso decisivo nas decisões sobre a minha permanência, a tomar muito brevemente. Irrita-me esta onda de negativismo sobre o trabalho e vida dos outros. Estou muito sinceramente farto de olhar lá para fora e ver o meu trabalho e o trabalho de tantos outros apreciado e olhar cá para dentro, e ainda mais cá para dentro (se é que entendem) e ver que o nosso trabalho é ultrajado com certos comentários, em certas alturas. A conclusão, precipitada talvez, que posso tirar é que Portugal não é um país para se ser empreendedor, activo, ideológico. É, antes, o país dos cordeirinhos que seguem as indicações quase divinas da sociedade.</p>
<p> <span id="more-95"></span>
<p>Infelizmente, é neste país, e acima de tudo nesta santa terrinha que vivo. Na terra onde até aqueles que porventura são mais chegados fazem tudo para que o trabalho de outrem vire sucesso próprio. Eu sou alguém muito pouco preocupado em partilhar sucesso (como disso são claros exemplos recentes). Não gosto é que o sucesso de outrem seja feito à minha custa, à custa de me deitar abaixo. Esta é mais uma manifestação do “bota abaixismo”.</p>
<p>Mas porque é que nada do que se faça está bem? Porque é que o meu é sempre melhor que o do vizinho? Porque é que há sempre necessidade de deitar o outro abaixo? Porquê?</p>
<p>Enfim, a incompreensão que tenho desta matéria, deste país, leva-me a, cada dia mais, querer sair daqui para fora, a direccionar todos os meus futuros projectos para um público estrangeiro. Antes que me venham com as <em>tretas</em> de que sou anti-patriótico, afirmo que acho esse um valor completamente desnecessário. Se me quiserem chamar de anti-patriótico chamem, durmo tão bem ou melhor à noite. Sei ver os lados positivos deste país e os negativos de outros, mas não posso criticar o meu país, as suas gentes só porque sou cidadão português, é?</p>
<p>Enfim, este é mais um desabafo que um texto. Estou farto de tentar ajudar, constante e sistematicamente, os outros (mais ou menos à minha volta) e sentir que aquilo que recebo em troca é desprezo, rejeição, e, claro, “bota abaixismo” pelo que digo, penso e faço. Não sei se este é apenas um problema apenas social, acho-o mais um problema cultural. Sinto que vivo num país oprimido e opressor de ideias, de talento, de iniciativa, de vontades, com pessoas, na sua maioria, egoístas. </p>
<p><em>Nota:</em></p>
<p>De dizer que este texto resulta da minha experiência muito pessoal. Acredito que não seja uma realidade generalizada mas, no meu universo, é muito sentida.&#160; </p>
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		<title>Ventos que passam, e n&#227;o param!</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 02:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Sousa</dc:creator>
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Image by Ewan McIntosh via Flickr

Hoje dei por mim a rever os meus followers e following no Twitter. (Deixarei para outro post a discussão do deve/não se deve seguir “quem me segue”) E, no meio daquelas pessoas que seguia, pelos vistos não tão atentamente, encontrei a Professora Madalena Relvão, docente de Língua Portuguesa, que havia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin: 1em; width: 250px; display: block; float: right" class="zemanta-img" jquery1246066721110="1187"><a href="http://www.flickr.com/photos/91712888@N00/399740909"><img style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; display: block; border-top: medium none; border-right: medium none" alt="eTwinning Annual Conference" src="http://farm1.static.flickr.com/135/399740909_f4faf08c13_m.jpg" width="240" height="160" /></a>
<p style="font-size: 0.8em" class="zemanta-img-attribution">Image by <a href="http://www.flickr.com/photos/91712888@N00/399740909">Ewan McIntosh</a> via Flickr</p>
</p></div>
<p>Hoje dei por mim a <em>rever</em> os meus followers e following no <a href="http://twitter.com/" target="_blank">Twitter</a>. (Deixarei para outro post a discussão do deve/não se deve seguir “quem me segue”) E, no meio daquelas pessoas que seguia, pelos vistos não tão atentamente, encontrei a Professora Madalena Relvão, docente de Língua Portuguesa, que havia conhecido aquando da acção <a href="http://www.faroldanossaterra.com/?p=2636" target="_blank">“Novos Desafios, Novos Percursos”</a>, levada a cabo pela minha (ex-)professora, Carla Marques.</p>
<p>Um dos seus <em>tweets</em> era sobre o <a href="http://etwinning.net/" target="_blank">eTwinning</a>, que desconhecia até então. A escola dessa mesma professora, sob sua coordenação, ganhou <u>a nível internacional</u> os eTwinning Awards. Trata-se de um programa que prevê a colaboração inter-escolas europeias (por exemplo, uma escola portuguesa com uma inglesa), na abordagem pedagógica de um dado tema. O trabalho que sai dessa colaboração é analisado por um júri, que veio a premiar o trabalho co-gerido pela Escola Secundária D. Duarte (em Coimbra), e coordenado pela referida docente. </p>
<p>Antes de prosseguir com a temática deste texto, não posso deixar de lhes endereçar os meus parabéns <img src='http://desinteressante.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p> <span id="more-90"></span>
<p>Louvando o trabalho desenvolvido por esta equipa, queria passar ao tópico essencial deste texto que não tomará, de certo, muito do seu tempo, dado a sua <em>simplicidade.</em></p>
<p>O que me saltou à vista nesta história é que, cada vez mais, sinto que estou isolado do mundo, numa escola isolada do mundo. As minhas recentes experiências no Parlamento dos Jovens – Secundário demonstram-me que as escolas “grandes” das “grandes” cidades têm um conjunto de oportunidades e de <em>ofertas,</em> com as quais nós apenas podemos sonhar. Percebi, por essa altura, que essas escolas chegam a receber convites <strong>directos</strong> de instituições Europeias para participarem em acções na Europa destinadas aos jovens. </p>
<p>Entenda-se que, independentemente da opinião que estou hoje aqui a tecer, não estou nem contra essas oportunidades, nem sequer contra as grandes escolas, estou, antes, contra a desinformação. </p>
<p>Eu ainda não consegui destrinçar muito bem se é a minha escola que falha em receber e partilhar informação (mas nesse aspecto tomei já iniciativa (só para não dizerem que só sei falar : D)), ou se é a informação que não chega. Como é que é possível que esta (falando do eTwinning) e outras actividades tenham lugar e ninguém (ou pelo menos a maior parte das pessoas) numa escola não tenham qualquer conhecimento disso mesmo?</p>
<p>Espero, sinceramente, mesmo não estando os factos de acordo comigo, que esta desinformação não seja apenas pelo facto de sermos uma escola do interior (?). Não estou aqui a criticar o prémio atribuído, nem sequer a dizer que não tenham sido os justos vencedores, ou sequer que conseguisse fazer melhor. Estou, apenas, a dizer que as escolas têm de ter todas as mesmas oportunidades, os alunos têm de ter todos acesso à mesma informação e oportunidades e, independentemente de poder haver acordos directos com escolas, não pode haver oportunidades para uns e para outros nada.</p>
<p>Este não é, infelizmente, um exemplo único e, repetidamente, ocorrem falhas visíveis na comunicação de incitativas aos jovens. A rapidez com que estas informações não são divulgadas é a mesma com que se critica os jovens por falta de participação. Participar em quê, se as coisas onde posso participar, não chegam até mim?</p>
<p>Na minha opinião urge, cada vez mais, criar uma plataforma de comunicação inter-escolas a nível nacional para espalhar este tipo de incitativas e para aumentar a comunicação Ministério – Escolas e Escolas – Escolas. Esta é, a existir, uma plataforma da qual não tenho conhecimento e, a não existir, uma falha grave a colmatar o mais rapidamente possível. O <a href="http://www.juventude.pt" target="_blank">portal da Juventude</a> é um bom sítio para encontrar informação, pecando apenas pela falta de actualizações e por uma organização que, pessoalmente, não me agrada. Num último plano a minha (e espero que a nova direcção nos traga isso) escola e outras espalhadas por esse país têm de melhorar os seus meios de comunicação interna (essenciais na nossa sociedade em constante (r)evolução). </p>
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		<title>Crise, qual crise?</title>
		<link>http://desinteressante.net/2009/06/25/crise-qual-crise/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 13:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Sousa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bem, a experiência conta-me que economia não é propriamente um assunto onde me deva envolver muito, sob pena de acabar a dizer asneiras. Mas, o pequeno texto de hoje não é sobre a crise económica de um ponto de vista numérico, mas, ao invés, de um ponto de vista “social” e de “atitude”.
A crise financeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, a experiência conta-me que economia não é propriamente um assunto onde me deva envolver muito, sob pena de acabar a dizer asneiras. Mas, o pequeno texto de hoje não é sobre a crise económica de um ponto de vista numérico, mas, ao invés, de um ponto de vista “social” e de “atitude”.</p>
<p>A crise financeira em que Portugal (e todo o mundo) se encontra(m) é, de longe, uma das mais graves. A crise potencia o desemprego (com despedimentos em massa), o medo e a falta de investimento, que ciclicamente, agravam ainda mais a crise. A crise assume, assim, dois planos principais: o social e o económico (estando eles bem interligados).</p>
<p>Mas qual o motivo deste texto? Mostrar que, apesar de estarmos em crise económica/social, temos uma outra crise muito mais importante para resolver, se quisermos ultrapassar estas.</p>
<p> <span id="more-85"></span>
<p>Num destes dias dei por mim a fazer chamadas para algumas empresas. Umas do ramo do transporte de passageiros, outras do ramo da impressão/gráfica. São preparações que ando a fazer para dois projectos a lançar futuramente. Independentemente do motivo, houve em cerca de 90% dessas chamadas (e ainda foram algumas) algo que me chocou: o cliente é um estorvo.</p>
<p>Vamos ser racionais? A saída para uma crise em qualquer sector passa por vender. O sr. dos Autocarros quer vender “viagens”, o da tipografia quer vender “impressões” e eu, por outro lado, quero comprar esses serviços. Então porque é que, quando ligo para esses serviços, tenho de ouvir o Sr. dos Autocarros dizer que “agora não me dá jeito atende-lo, pode ligar mais tarde?” (Posso ligar mais tarde? Eu? Não lhe dá jeito? Relembre-me lá quem é que é o cliente?), “o orçamento tem um custo de 25€” (Pagar para saber preço quando outros o fazem gratuitamente afasta clientes, meu caro!), “ah pois isso agora do preço não sei” (Não sabe? Sei eu?), “Oh mas isso não pode ser assim. Tem que enviar um email ou uma carta para (blablabla) e depois nós respondemos dentro de 15 dias” (O quê? Eu tenho que esperar 15 dias? Responder-me-ão que só espero se quiser, eu digo que quem “quer” é mais o sr do autocarro, porque eu tenho mais opções, ele, ao que parece, não terá.), ou mesmo “Espere lá que eu já lhe vejo isso pá! (…) São xxx€ já com o IVA e essas tretas todas” (O quê? Pá? Nem vassoura. “tretas todas”?). Na minha modesta opinião, chocante. Mas, em outro campo (o da tipografia), as histórias são parecidas. É o orçamento que tem que ser pedido por email (formalidades a mais), é o cliente que espere (que espere?), é o tratamento “provinciano” do mesmo, é o dizer que se liga de volta quando não se liga, ou é, por exemplo, o cliente não saber que tipo de papel quer para a sua impressão e perguntar o tipo de papeis disponíveis, recebendo um simpático e singelo “Então mais não sabe o tipo de papel? Valha-me deus, ligam para aqui sem saber o que querem.” como resposta&#8230;</p>
<p>Esta história toda choca-me porque estamos em crise. A diferença entre comprar o produto X ou o produto Y, quando os preços forem semelhantes, será sempre o tratamento ao cliente, a atenção para com ele demonstrada. E não se trata de “algo que tem que se fazer ao cliente”, trata-se de bom senso porque, em última análise, é o cliente que tem o dinheiro que o vai fazer sobreviver mais um dia. Os negócios queixam-se da falta de vendas, compreendo. Mas, talvez, paralelamente a publicidade ou queixas deva haver um sério e definitivo aumento da qualidade no atendimento ao cliente (ou ao futuro cliente) para que não se percam negócios (e dinheiro). </p>
<p>Como nota final, dizer que é em tempos de crise que há uma clara separação do “bom” e do “mau”, definindo-se definitivamente quais os negócios capazes de sobreviver e prosperar num pós-crise e aqueles que tenderão a transformar-se em história. Essa sobrevivência passa por áreas como a inovação, o marketing, o proactivisto, a qualidade, a razoabilidade de preços e, claro, pelo tratamento ao cliente. </p>
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		<title>Associações de Estudantes (ou manifesto pré-eleitoral)</title>
		<link>http://desinteressante.net/2009/06/13/associacoes-de-estudantes/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 03:04:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Sousa</dc:creator>
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Ver aqui nota sobre este post.
Tal como muitos outros, tenho sido um assíduo crítico da Associação de Estudantes da escola onde estudo. Dir-me-ão que todas as associações de estudantes se baseiam nesta falta de &#8220;profissionalismo&#8221;. Permitam-me, no entanto, que discorde radicalmente desta visão. Acredito que muitas das associações de estudantes sejam semelhantes aquela que este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Bebida na AE" src="http://farm4.static.flickr.com/3233/3043024122_06196eeac2.jpg" alt="" width="400" height="314" /></p>
<p style="text-align: justify;">Ver <a href="http://desinteressante.net/2009/06/16/associacoes-de-estudantes-take-ii/">aqui</a> nota sobre este post.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal como muitos outros, tenho sido um assíduo crítico da Associação de Estudantes da escola onde estudo. Dir-me-ão que todas as associações de estudantes se baseiam nesta falta de &#8220;profissionalismo&#8221;. Permitam-me, no entanto, que discorde radicalmente desta visão. Acredito que muitas das associações de estudantes sejam semelhantes aquela que este texto irá retratar, mas acredito também que, por este país fora, existirão Associações de Estudantes capazes de desempenhar de forma digna o seu trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Independentemente da estima pessoal que tenho pela pessoa (por questões lógicas será <em>anónima</em>) que assumiu o comando da associação de estudantes este ano lectivo, sou peremptório a afirmar que o trabalho desta associação de estudantes foi medíocre, atingindo, por vezes, a classificação de &#8220;vergonhoso&#8221; (com toda a susceptibilidade que esta palavra pode assumir).<span id="more-49"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Constatemos, antes de mais que todo este texto não tem qualquer intenção <em>ad hominem</em> associada. Tal pode ser comprovado caso se verifique que o meu nome constava dos apoiantes da lista candidata (e posterior vencedora), tendo aceite o convite pessoalmente feito pela cessante presidente. Antes que o prezado leitor se apresse a classificar-me de &#8220;<em>vira-casacas&#8221;</em>, permitam-me que explane. Fui convidado por ambas as listas candidatas para dar o meu &#8220;apoio&#8221; a uma dessas listas, constituindo os designados &#8220;representantes&#8221;. Perante a análise das duas propostas e a ordem em que foi feita (primeiro a da lista que aceitei) optei por aceitar a proposta da lista encabeçada pela cessante presidente. Os motivos eram vários. Agradava-me a ideia de &#8220;mudar&#8221;, tendo por base que a presidente ia ser (pela primeira vez na história da nossa escola?) do sexo feminino, gostava do programa eleitoral que foi apresentado e, em última análise, teria maior confiança no corpo que compunha aquela lista. Explicada está, assim, a minha escolha. No entanto, o futuro não foi exactamente como eu previ.</p>
<p style="text-align: justify;">Comecemos, evidentemente, pelo princípio dos problemas. Sou um convicto e assumido (para o bem e para o mal) <em>anti-monopólios </em>e<em> anti-elites</em>. Pois bem, o elitismo tomou conta daquele que deveria ser o espaço e a instituição de todos os alunos da escola. Apenas um grupo, próximo da cessante presidente poderia fazer uso do espaço (já lá voltamos&#8230;. calma!), escrever descontroladamente nas paredes (meu deus, faz algum sentido?), sujar e não limpar, fechar a porta e abusar de todas as regalias que lhes podiam ter sido dadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de voltar à sala (parte da minha grande indignação) quero ir ao programa. Lembram-se daquele programa eleitoral com que concordei? Bem, das seguramente 20 propostas, foram conseguidas e tornadas realidade&#8230; 3 (número pode não ser exacto, há sempre a possibilidade de terem sido só duas). E todas elas são festas, ou derivadas de festas. Ou seja, para todos aqueles que integraram a direcção da Associação de Estudantes o objectivo deste órgão é fazer (<span style="text-decoration: line-through;">más</span> [ <span style="color: #ff0000;">não foi, verdadeiramente, a melhor escolha de palavras </span>]) festas. Mas, por muito paradoxal que possa parecer, nem isso foi realizado com os &#8220;standards&#8221; de qualidade que deviam ter sido adoptados. A desculpa é a mesma de sempre&#8230; a falta de dinheiro. Eu já resolvo este problema, calma!</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando à sala. Bem, sou o primeiro a concordar que uma Associação de Estudantes que trabalhe tem o direito a ter uma sala, capaz de servir de &#8220;depósito&#8221; de material, local de trabalho, espaço de organização. Esta não deveria servir, naturalmente, para espaço de <em>meeting</em> da referida elite. A sala da Associação de Estudantes (eu lembro-me da promessa eleitoral, menina presidente!) era suposto estar aberta aos alunos, mas não. Está degradada, suja, pintada nas paredes com os nomes de quem por lá passou, cheia de cartazes alusivos à grande conquista desta AE (viagem de finalistas a lloret) e, resumidamente, pior do que aquilo que estava. Mas, não paramos por aqui. A sala está repleta de equipamento (estragado é certo (<span style="text-decoration: line-through;">por eles</span>)[<span style="color: #ff0000;">Foi-me confirmado que, pelos vistos, o material não foi estragado por esta AE. Certo é que não fui eu que o estraguei, aguém o teve de fazer! Peço então <strong>desculpa</strong> por este erro que não inviabiliza, porém, todo o sentido do texto<span style="color: #000000;">.] </span></span>), que a sala onde os alunos &#8220;normais&#8221; estão não tem. Falo de TV, sofá <em>privativo</em> e playstation para os meninos (e meninas) jogarem nos tempos livres. A falta de vergonha não acaba aqui. Esta sala é ainda espaço de &#8220;encontros&#8221; (ai, eu sou tão simpático com as palavras) de porta fechada e luz apagada. Música bem alto, é certo!</p>
<p style="text-align: justify;">Esta sala foi ainda palco daquilo que eu considero como um dos espectáculos mais degradantes a que já assisti (e que, felizmente, muitos não assistiram). No último dia de aulas para alunos do 12º (o tal grupo de elite, lembram-se?), a sala foi transformada em bar e, perante a não reacção de funcionários, a música, barulho e bebedeira tomou conta do espaço de todos os alunos. Uma variedade de bebidas, tudo dentro da sala da AE para quem quisesse lá ir &#8220;buscar um copo&#8221;. Independentemente da opinião que tenho quanto ao beber excessivamente nesta idade, respeito quem o faz. Não respeito, não admito e indigna-me, porém, que se faça isso dentro de um estabelecimento de ensino, na sala de uma associação de estudantes e que, perante a conivência de funcionários, haja alunos a passear bêbados dentro de uma escola. Fica aqui a promessa que se tal se verificar de novo na minha escola farei participação por escrito (com registo fotográfico) a quem de direito.</p>
<p style="text-align: justify;">Em suma, para qualquer candidato a presidente de uma AE na minha escola o importante é ganhar o cargo e a sala que vem como &#8220;bónus&#8221;. Orgulho-me de ser um dos poucos (único?) que leu a lei que regula as Associações de Estudantes (e todo o outro associativismo jovem) na escola onde me encontro. Se a Sra. Presidente o tivesse lido, como eu li, teria descoberto, como eu descobri, que havendo um registo da associação de estudantes na RNAJ esta passa a estar legal (ao contrário da situação ilegal de agora) e poderia passar a receber comparticipações de governo, escola e IPJ pelas actividades que realizasse (recordam-se do problema da falta de dinheiro?). Mas não. Era preciso Assembleia Geral de Estudantes, Regulamento, Estatutos e Plano de Actividades. Muito trabalho, não é?</p>
<p style="text-align: justify;">Sei que é um cargo de popularidade, sei que é um cargo que é ganho pela cara e não pelo cérebro, mas sei também que a dignidade, o respeito e o bom senso têm de se impor. O resultado de um ano de trabalho é, assim, uma associação de estudantes que nada fez, usou e abusou a sala para usos que roçaram o aumento da população e foi incapaz de se legalizar e assumir como uma ajuda aos alunos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não me considero melhor que a presidente cessante mas considero que o trabalho que ela fez (e a equipa que a acompanhou) é vergonhoso, medíocre e desprestigiante para a escola, alunos e para a própria imagem da AE.</p>
<p style="text-align: justify;">O que quero eu então? Quero uma AE que seja capaz de fazer aquilo que é criada para fazer: defender os interesses dos estudantes, organizar eventos lúdicos capazes de os desenvolver e entreter, promover a igualdade, o acesso à informação, estabelecer um papel proactivo na manutenção das condições do espaço utilizado. Quero ainda uma AE registada, com estatutos, que realize assembleias-gerais para nos ouvir, uma AE que publique as contas e cumpra o que promete. Não foi, infelizmente, isso a que eu, e tantos outros, assistimos este ano.</p>
<p style="text-align: justify;">O que irei fazer para mudar esta situação? Não tendo cara de revista ou corpo de modelo, resta-me usar o cérebro. Por isso, caso fique na escola onde me encontro, apresentarei a candidatura a Presidente da Associação de Estudantes. Uma candidatura baseada no trabalho, e no pro-activismo, que, afinal de contas, é o exigível.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Repito</strong> que este email não é uma crítica &#8220;às pessoas&#8221;, mas ao  &#8220;trabalho&#8221; por elas desenvolvido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Imagem do Post:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;</em>Cactus Lime &#8211; 2008 Student Addy Award&#8221; por <a href="http://www.flickr.com/photos/gfrphoto/"><strong>gfrphoto</strong></a> no Flickr.</p>
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		<title>Hi5: CommentMessengers</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 01:14:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica Social]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[comentários]]></category>
		<category><![CDATA[hi5]]></category>
		<category><![CDATA[messenger]]></category>
		<category><![CDATA[rede social]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é muito usual da minha parte fazer comentários a redes sociais ou qualquer outro tipo de serviço, que não use numa base regular.
No entanto, e porque de quando a quando reacendo a minha conta na rede social Hi5, não posso não deixar de comentar um fenómeno que me deixa, digamos, estarrecido!
Como é que é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é muito usual da minha parte fazer comentários a redes sociais ou qualquer outro tipo de serviço, que não use numa base regular.</p>
<p>No entanto, e porque de quando a quando <em>reacendo</em> a minha conta na rede social Hi5, não posso não deixar de comentar um fenómeno que me deixa, digamos, estarrecido!</p>
<p>Como é que é possível fazer-se uso do Hi5, mais propriamente da sua zona de comentários, como se fosse uma sala de chat, ou um programa de conversação instantânea? Como é possível que num perfil do Hi5 se vejam conversas (visíveis a todos) entre dois utilizadores cujo lugar de preferência seria, naturalmente, o skype ou o WLM?</p>
<p>É realmente algo que, não devendo, me incomoda. Para os mais distraídos deixo os links do <a href="http://skype.com">Skype</a> e do <a href="http://download.live.com/?sku=messenger">Windows Live Messenger</a>. Parem de usar os comentários para &#8220;conversar&#8221;, se faz favor.</p>
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		<title>Um jogo que ninguém ganha!</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 00:26:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas Minhas]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica Social]]></category>
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		<description><![CDATA[Levanto-me diariamente perante alguns dos meus professores a favor de uma avaliação na educação. Considero que, apesar do modelo actual ter falhas graves, deve ser encontrada uma solução que permita aos professores ser avaliados de forma justa, mas não deixar de ser avaliados.
No entanto, menos mediatizado mas mais directamente relacionado comigo há um outro assunto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Levanto-me diariamente perante alguns dos meus professores a favor de uma avaliação na educação. Considero que, apesar do modelo actual ter falhas graves, deve ser encontrada uma solução que permita aos professores ser avaliados de forma justa, mas não deixar de ser avaliados.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, menos mediatizado mas mais directamente relacionado comigo há um outro assunto que também tem feito correr tinta, o &#8220;estatuto do aluno&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-30"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não me indignarei perante o documento como um todo mas, ao contrário focar-me-ei num assunto que me tem levantado alguma indignação ultimamente: a questão das faltas.</p>
<p style="text-align: justify;">Meus caros, é impossível este sistema ser chamado de justo. Antes mesmo de começaram a indagar o porquê permitam-me que esclareça.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma grande diferença entre um aluno que falta porque o sol lá fora convida à esplanada, ou ao aluno que falta por doença ou em representação da escola. Enquanto essa diferença não for traduzida na lei estaremos perante um sistema injusto, com falhas graves que prejudicam professores e alunos.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos estarão baralhados em relação ao porquê de ter começado um texto sobre alunos a falar dos professores. Quererá ele deixar um leve ataque aos professores? De forma alguma. Estará ele baralhado quanto ao que vai escrever? Penso que não. A verdade é que penso que este estatuto do aluno é, de certa forma, um castigo aos professores. Se não, expliquem porque deverá um professor ter de fazer um teste com matriz, grelha de correcção e todas as burocracias associadas, cada vez que um aluno ultrapassa o limite de faltas justificadas estabelecido?</p>
<p style="text-align: justify;">Levantar-se-ão agora os alunos da minha escola para me dizer que, quando eles protestaram pelo estatuto, eu entrei na escola para ter aulas. Infelizmente, para eles, tenho também resposta para isso. Pergunto quantos dos meus colegas sabiam pelo que protestavam? Pergunto, novamente, se o protesto era para faltar às aulas ou para realmente mudar alguma coisa? Termino, perguntando qual o sentido de protestar contra um estatuto aprovado, fora de tempo e sem direcção e rumo definidos? São estes os motivos que me fizeram entrar na escola nesse dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, voltando à questão central deste texto, não posso deixar de não me indignar cada vez que o meu número preenche a grelha de faltas do livro de ponto da minha turma, quando eu estou em representação da escola em qualquer um dos concursos em que participamos. Não posso compreender qual o direito que há para me porem a fazer uma ficha de &#8220;recuperação&#8221;, e o professor a elaborá-la, quando eu estive apenas a desempenhar uma função pela escola.</p>
<p style="text-align: justify;">As faltas em que um aluno incorra por estar em representação da escola não podem, naturalmente, contar para esse limite. Isto é, se o objectivo é o correcto. Porque caso o objectivo seja afastar os alunos das actividades extra-curriculares, impedindo-os de progredir nos planos do desenvolvimento pessoal, tornando-o inactivo, então aí estamos no caminho correcto.</p>
<p style="text-align: justify;">Meus caros, enquanto não se permitir aos alunos que não ficam à esplanada, serem tratados de forma diferente dos que ficam, este será um sistema injusto, um jogo que ninguém ganha.</p>
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		<title>As actividades extra-curriculares</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 23:17:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concursos]]></category>
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		<description><![CDATA[Muitos consideram que as actividades &#8220;extra-curriculares&#8221; (nome pomposo para concursos e outras actividades em que a escola se envolve sem que estas estejam directamente relacionadas com a actividade lectiva) são uma perca de tempo e um travão ao sucesso escolar propriamente dito.
Este ano, felizmente, tive a oportunidade de participar em algumas dessas actividades, nomeadamente em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Muitos consideram que as actividades &#8220;extra-curriculares&#8221; (nome pomposo para concursos e outras actividades em que a escola se envolve sem que estas estejam directamente relacionadas com a actividade lectiva) são uma perca de tempo e um travão ao sucesso escolar propriamente dito.</p>
<p style="text-align: justify;">Este ano, felizmente, tive a oportunidade de participar em algumas dessas actividades, nomeadamente em três concursos, e de organizar debates que envolveram directamente a comunidade escolar. Estou, por isso, em posição de tecer alguns comentários em relação a essas opiniões que cada vez mais proliferam, pelo menos na comunidade escolar onde estou inserido.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-24"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Este tipo de actividades não é, não foi e nunca será, um entrave às ditas &#8220;actividades normais de uma escola&#8221;, mas sim um factor impulsionador das mesmas, uma oportunidade de formar os alunos num ambiente mais similar ao ambiente real e uma forma de proporcionar aos alunos experiências pelas quais estes nunca teriam passado de outra forma. Dito isto, quero explanar melhor o que pretendo dizer.</p>
<p style="text-align: justify;">As actividades em que me envolvi este ano foram essencialmente do foro político-argumentativo. Falo, claro, do Parlamento dos Jovens, do Governo Sub 18 e do conjunto de debates e sessões de esclarecimento com (euro)deputados que fomos fazendo ao longo do ano na escola. Para além disso, tive ainda a oportunidade de passar por uma boa experiência no concurso organizado pela Microsoft, &#8220;Webmaster 2009&#8243;. É evidente que todas estas actividades me &#8220;roubaram&#8221; tempo. É natural que assim seja. Mas, por outro lado, trouxeram-me oportunidades que nunca teria se não tivesse abraçado estes projectos. A cada vez maior fluência na minha expressão oral, o alargar dos horizontes e ideais, o conhecimento da mentalidade e da forma de analisar os factos de outras pessoas, o universo político &#8220;lá fora&#8221; e &#8220;cá dentro&#8221;, os ideais subjacentes a qualquer uma das facções políticas portuguesas, os Millenium Goals, a importância da preservação ambiental, a competitividade e o desenvolvimento de espírito de grupo seriam impossíveis de alcançar se o meu (e de outros) universo fossem as quatro paredes de uma sala de aula.</p>
<p style="text-align: justify;">É aqui que a minha opinião quanto ao ensino em Portugal diverge da maior parte dos meus professores e, quiçá, dos meus colegas. Penso que um dos grandes problemas do ensino em Portugal é a pouca preparação para o &#8220;mundo real&#8221;, a obrigatoriedade da vivência dentro das quatro paredes da sala de aula ou a claustrofóbica &#8220;obsessão&#8221; com o conhecimento livresco. Sim, as classificações são dadas com base nos resultados que, por sua vez, são o resultado do trabalho e do estudo desses conteúdos. No entanto, há uma outra faceta que o mercado de trabalho parece procurar e que o actual modelo de ensino não contempla. Esta lacuna é colmatada muitas vezes por estas actividades extra-curriculares.</p>
<p style="text-align: justify;">Seria, então, o mundo perfeito se todos pudéssemos viver em harmonia com estas duas formas de ensino. Mas, infelizmente, há pessoas que não conseguem. Não só boicotam e criticam o trabalho alheio como o invejam e blasfemam num ritmo muito superior aquele em que o contemplam e elogiam. É este desequilíbrio que faz com que, qualquer aluno como eu, desista do investimento neste tipo de projectos e lentamente os vá abandonando juntando-se à tão monocromática visão do ensino actual.</p>
<p style="text-align: justify;">A justificação dada por muitos e muitas é a de que &#8220;atrapalha o verdadeiro estudo&#8221;. A minha pergunta é simples e directa: Será? Será que não &#8220;atrapalha&#8221; mais o desnecessário sobrecarregar de actividades intra-aula? Será que não é esta uma justificação para as próprias falhas?</p>
<p style="text-align: justify;">Como pessoa &#8220;open minded&#8221; que me considero estou disposto a ouvir argumentos contra esta minha teoria, mas enquanto colegas meus, que não participam nestas actividades, não tiverem um &#8220;boom&#8221; substancial nos resultados sou obrigado a pensar que, talvez, o problema não esteja aqui e que esta seja, apenas, mais uma forma de esconder os verdadeiros problemas e fazer aplicar as velhas metodologias de ensino que, dia após dia, se provam como erradas num mundo que pede ao jovens que sejam, cada vez mais, empreendedores e não &#8220;fazedores&#8221;. Haja razoabilidade de chegar a um equilíbrio.</p>
<p style="text-align: justify;">Não concordam? Pelo menos não boicotem o trabalho dos outros!</p>
<p style="text-align: justify;">Agradecido!</p>
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