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A educação (mata a criatividade)

Já conhecia a TED, uma conferência anual que reúne pessoas para discutir a criatividade e a imaginação. São apresentadas ideias, discutidos projectos e apresentados modelos de negócio e todas as tendências actuais com uma análise do seu impacte. E, melhor que tudo, grava e põe à nossa disposição essas mesmas palestras.

Hoje decidi explorar mais alguns vídeos da TED e foi, então, que cheguei a um vídeo que considero incrível. Muito interessante porque combina com a minha visão. Aborda a forma como a educação é tratada nos nossos dias e a necessidade de “literacia”, mortífera para a criatividade. O autor da palestra aborda de uma forma genial, com muito humor à mistura temas fulcrais, como a preparação da nossa juventude para o futuro ou o tipo de educação que lhe queremos dar. Se tiverem 20 minutos aconselho definitivamente a que vejam, pois vale bem a pena.

O orador é Sir Ken Robinson, ele argumenta que somos treinados para ser bons trabalhadores e não “mentes criativas”. É uma palestra algo antiga (da edição de 2006 da TED), o que acaba por me surpreender mais ainda pela sua actualidade.

Nota: Não há, neste momento, legendas em português, e as em inglês parecem estar dessincronizadas, mas já me inscrevi para traduzir este vídeo, pelo que deve estar para breve. De qualquer forma o inglês é bom (british), pelo que deve ser fácil acompanhar.

  • Acho que interpretaste mal a mensagem.
    A educação deve promover a criatividade, o que se passa é que o modelo educativo premeia os resultados é um modelo bom para criar técnicos executantes.
    É o mesmo que comprar por exemplo a malta que saia à uns anos da FEUP e so ISEP, nós FEUP aprendemos a criar, ele ISEP a fazer… o que é MUITO DIFERENTE

  • Cristovão,

    Permite-me que, em primeiro lugar, te congratule pelo TweetaPorSMS.

    Não percebi a tua observação. Em que é que a minha interpretação difere da que apresentas?
    O título é que a educação mata a criatividade. Hoje em dia, pela tal necessidade de educar “para fazer”, temos uma educação menos para educar “para invovar”.

    É essa a minha opinião e penso que vídeo vai um pouco nesse sentido.

  • Infelizmente não é só a educação que mata a criatividade em Portugal, se bem que é por aí que as coisas começam. É um sistema de ensino que se rege por “a nota mais alta que conseguires, seja como for”, que raramente premia soluções alternativas optando antes pelas resoluções canónicas e do costume. Um sistema de ensina que agora quer apostar nas novas tecnologias, mas para fazer as mesmas coisas (e quase da mesma forma) do que quando estas não existiam.

  • Tiago,

    Sim esse é o problema. É a sociedade que quer máquinas que executem. O problema a meu ver é que estamos a formar jovens “para ontem”, segundo programas de ontem que não estão a ter em conta os desafios que o amanhã trará.
    Acresce a isso o facto de, como dizes, não se dar “espaço” à inovação. Queremos que todos façam igual, e bem!

    Obrigado pela visita!

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